quarta-feira, 11 de abril de 2018

Yagé Orixas a Ogum


OGUM
            Ogum, orixá oriundo da mitologia iorubá, é muito mais do que regente dos caminhos e aplicador de lei. Sua vasta atuação encontra terreno fértil em diversos cultos para semear o caminho de guerreiro no coração de seus devotos e admiradores. Desde a sua adoração em cultos antigos até o presente momento de evolução, dificilmente aparece dissociado de sua espada e escudo. Relacionado à forja do ferro e à guerra, irmão de Exu e Oxóssi, é o senhor das próprias armas e caminhos, exalando postura tradicionalmente marcial e isenta de temores ou covardias.
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            Ogum é a representação da própria força em equilíbrio com a inteligência, estratégico e destemido, corajoso e voraz pelo domínio de si próprio. Sua vibração está ligada, por motivos culturais, ao poder de libertação e proteção que essa manifestação divina é capaz de conceder a quem tem fé, simbolizadas pelos já citados escudo e espada ou lança. Sincretizado com São Jorge e também com Santo Antônio, está sempre relacionado à batalhas e vitória sobre demandas, à escolta e ronda na luz e ao serviço devocional dos filhos de fé.
            Seu sincretismo com São Jorge exibe simbologia bastante pertinente ao posicioná-lo em domínio de seu cavalo com suas armas na mão. Acontece que o cavalo é associado, na psique humana, aos sentidos e impulsos animais do homem. O cavalo, quando cavalgando na escuridão, tem a visão noturna muito mais aguçada que o homem mas, quando a luz irradia, é o homem quem enxerga melhor do que o cavalo e assim o domina. Por esse motivo, São Jorge faz também sua morada na Lua, sendo a faceta que reflete a luz do Grande Sol e ilumina a terra em sua faceta de escuridão.
O mesmo acontece com aquele que se irradia sob a luz desse orixá e é igualmente valente o suficiente para ser conduzido por Ele pelas encruzilhadas e caminhos internos a fim de vencer os próprios impulsos de baixa frequência.
            Ao se trabalhar na vibração de Ogum, somos chamados a atender uma guerra interna que pode se manifestar sob diversos prismas e que tem por fim aumentar nosso grau de elevação sob nossas limitações espirituais, materiais, mentais e emocionais. Ogum conduz sempre à vitória pois está amparado no Pai Maior e nos traz, ao mesmo tempo, sensação de coragem e fé que nos impulsiona para tais batalhas sem medo e com garantia de sucesso de nossa luz sob as trevas.
            Antes mesmo de lutar, Ogum já venceu. E assim são também seus filhos e protegidos, livres de receios e amparados pela luz. Batalham com coração, mente e olhar fixos nos princípios divinos e com fé e convicção de que, no fundo, não há derrotas a serem temidas para quem age de acordo com a lei do Criador. Ogum é a manifestação maior do Guerreiro que venceu a maior de todas as demandas – sua natureza e impulsos egóicos -  e, por consequência, assim derruba todas os outras juntas através da servidão prestada junto ao Pai Divino.
Colaboração da nossa querida Irmã de Caminhada Espiritual integrante do Clã do Camaleão Beatriz Mazzini .
Texto Maravilhoso . 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Okê Arô Oke Odé Salve o Orixa Oxossi o Rei das Matas

OXÓSSI
Sabemos que na teoria dos cultos politeístas Deus se manifesta de inúmeras formas, sendo representado por diversas facetas individuais e específicas que nos levam a um conhecimento necessitado por nós naquele momento de acesso ao Divino. Esse conhecimento e essa busca tomam forma, no panteão dos Orixás, através de pai Oxóssi. Conhecido como o Grande Caçador, ligado intimamente a representação dos caboclos na umbanda como o chefe dessa falange, é representado comumente como um índio portando arco e flecha, muitas vezes em posição de caça.
Seu instrumento não poderia ser outro, pois a irradiação de Oxóssi é aquela que nos dá força espiritual e determinação em um só objetivo. Quando encoberta pela emanação desse Orixá, nossa alma se enverga como um arco perante ao divino e nossa determinação, foco e direcionamento corretos apontam para uma só presa: o próprio Criador, o autoconhecimento como sendo a mesma coisa que a realização de Deus nas suas criaturas. Quando essa inclinação natural amanhece no indivíduo, é pai Oxóssi quem instrui a boa caça espiritual, a busca correta pelo conhecimento divino, através dos caminhos que ele abre na mata, na vida e no coração de uma pessoa.

Nesse sentido, é Ele quem fornece aos seus filhos as caracteristicas necessárias para o alcance desse objetivo. Em graus menores, essas irradiações podem nos fazer alcançar em nossas vidas, como forma de demonstração de força da clareza de sua irradiação, conquistas menores, como realizações materiais e terrenas, ou emocionais. No entanto, ele é conhecido como o Caçador de uma flecha só, e essa flecha única é voltada ao conhecimento divino, naturalmente que nos limites do grau de evolução em que cada um de nós nos encontramos. Para nos alinharmos com esse foco, ele nos concede as imprescindíveis caracteristicas dos bons caçadores: paciência, inteligência, firmeza de sentido, foco, concentração, tempestividade, discrição, humildade, coragem, visão e tudo aquilo que necessitarmos para atingir nosso alvo de forma plena e eficaz.
Seu campo de atuação, como não poderia ser de forma diferente, são as matas, as florestas e os locais da natureza onde predomina o reino vegetal, pois é lá onde essas caracteristicas são exercitadas e onde encontramos a fartura e a maior quantidade de fontes de informação e conhecimento da natureza e dos processos de cura dentro das tradições indígenas e africanas. Isso ocorre, por exemplo, pois inúmeros processos de cura e conhecimento espirituais são relacionados as plantas e aos animais do habitat da vegetação de uma cultura. É onde o caçador sai para desenvolver e por a prova suas habilidades e também  onde encontra fartura e fontes de prover suas necessidades, como alimentos e medicinas.
A fartura, a sobrevivência e a busca pelo autoconhecimento, e nesse sentido falamos alinhado com o conhecimento espiritual, tem estreita conexão na linha de Oxóssi, porque a partir do momento que uma pessoa sai a procura desse último, qual seja, sua busca espiritual, Ele nao deixa que nada falte a esse filho e o recompensa com fartura tanto interna quanto externa, que pode vir a se manifestar de forma material, emocional ou espiritual, de acordo com a necessidade e merecimento daquela pessoa.

Como patrono da linha dos caboclos, ele devolve a postura e o comprometimento necessários àqueles que se encontram enfraquecidos de propósitos e de sabedoria, ensina o caminhar determinado e firme do caçador e usa sua paciente concentração para direcionar sua flecha de orientação exatamente onde ela deve atingir. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Carta de Yemanjá


Carta de Yemanjá para uma filha muito especial
Salve, filha querida.
Sei que neste ano que acabou de se iniciar muitas mudanças ficaram mais aparentes em você - algumas externas, a maioria interna.
Ao mesmo tempo, a moldura do seu rosto mudava, e suas máscaras começaram a cair, porque você finalmente olhou para sua escuridão para encontrar a sua luz...
Seus cabelos estão sendo bordados sutilmente com a cor das estrelas que trazem as suas verdades e a vida simples que você está descobrindo em seu interior. Sua concha. Que guarda a pérola mais preciosa - seu coração.
Quero que você saiba que estou com você sempre, do teu lado, te amparando e observando você crescer, aprender e amadurecer. Para se tornar uma pessoa melhor, não há atalhos, filha. Serena o coração. Olha pra dentro. Cuida de você mesma.
Sei que tem sido um processo lindo mas difícil - pensa sobre como ele vai te ajudar a ser melhor enquanto dá desafios na sua vida. Sei que não está sendo fácil mas, te peço, tenha fé e sinta-se grata por não ter deixado a vida e as pessoas amargurarem esse coração lindo e enorme que você tem... Há tanto a aprender, filha! Pega na minha mão e vamos juntas!

Vamos nos unir com amor e respeito a essa grandiosa Orixá .
Templo Polimata 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Odocyabá Mãe Yemanjá

Viva nossa querida mãe Yemanja a Rainha do mar .

Louvor aos Orixás - Yemanjá

YEMANJA
Yèyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes")
Orixá Yemanja se coaduna com as teorias científicas evolucionistas de que a vida surgiu no oceano, sendo esse seu campo de força. Ela tem  sob sua regência, dentro da ótica divina dos orixás, a maternidade, a criação e a geração. Assim como no macro toda a vida começou na água, na cosmologia divina também encontramos a mesma origem. A água em sua simbologia geralmente se refere as emoções, ao feminino e a processos inconscientes. Em suma, essa Yabá tráz todos esses aspectos em sua simbologia, pois representa a memória humana da origem da vida, trazida no inconsciente por cada ser, de que de alguma forma saimos do mar, do amor da mãe divina
Dessa forma, Yemanjá atua diretamente em tudo aquilo que o ser humano, em sua condição de encarnado, tem como sua criação e geração. Ela é protetora dos lares e das famílias, das mães, mas não se limita nessa questão de maternidade literal, na qual dois seres humanos geram uma terceira vida. Ela atua na maternidade em sentido amplo, no amor incondicional à humanidade e por essa razão é comumente representada com os braços abertos, de forma a simbolizar sua receptividade irrestrita. É o orixá que não se limita a dar origem à toda forma de vida, mas que também acolheampara e protege a todos.
Ainda sobre a simbologia de seu campo de força, o oceano, temos que o mar é conhecido por Calunga Grande, ou seja, o grande cemitério. As calungas menores são os cemitérios humanos em terra. Sendo dessa forma, quem rege o trono oposto à Yemanja, sendo seu parceiro no polo negativo, é orixá Omulu, que em parceria divina paralisa e neutraliza os fatores que atentarem negativamente contra a vida ou usarem os poderes de criação e geração contra as leis divinas.  Esse fator é explicado em partes, por exemplo, pelo sal grosso na água marinha. O sal grosso, dentro da umbanda, é capaz de retirar e neutralizar todos os tipos de energia. Nesses termos, temos na movimentação ondina constante que o mar tem a força de puxar e devolver incessantemente, criar e neutralizar, dar o bem e sugar o mal, nos auxiliando nesse plano terrestre em nível energético, sendo capaz de gerar grande serenidade e equílibrio com sua irradiação.Em alguns momentos, temos que a mãe divina é representada como Mamãe Sereia, criatura mítica que é metade mulher, metade peixe. O peixe, para o entendimento dentro dos orixás, é visto como representação de fecundidade, aquele que se movimenta com domínio pelas àguas, que simboliza fartura ebusca espiritual pela origem e destino da alma, natural de todo ser que inicia o processo da inconsciencia para a consciência. Representa também a Mãe Virgem, aquela que é a origem de todas as coisas, e que portanto gera em sí e para si mesma a vida.







Em resumo, a atuação de Yemanja simboliza a espiritualidade e sua busca em seu sentido mais maternal, o aspecto feminino do Deus criador, que gera a vida em sí mesma para que ela se desenvolva e para si mesmo retorne. Por isso, ao se trabalhar na irradiação desse orixá, aspectos inconscientes de memória e emocionais, questões referentes à maternidade, busca espiritual, processos criativos e neutralização de  desequilibrios energéticos podem ser trazidos à baila.

***Texto Escrito por: Beatriz (Bia) - Membra Clã do Camaleão - IP-Campinas***

APÓS O RITUAL :
RODA DE KAMBO PARA OS QUE DESEJAREM INTENSIFICAR SEUS PROCESSOS DE LIMPEZA .
HORÁRIO 08:00 
CAFÉ DA MANHÃ 09:00 
DE ACORDO COM O CLIMA, RITUAL PARA LIMPEZA DE GUIAS NO NOSSO RIO ORAYEYEO.

MINHAS MAIS HUMILDES REVERÊNCIAS A TODOS OS BUSCADORES E BUSCADORAS DA EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA .
MUITO ASÉ .
RJS/ NEA VARINAWA 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Ritual dos Guardiões Exus e Pomba-Giras Templo Polimata 2018

Laroyê Exu .
O templo Polimta de Mairiporã abre seus trabalhos do Panteão Africano
este ano com a Gira de Esquerda , onde louvamos com muito carinho e devoção aos nossos
Guardiões, Exus e Pombogiras e Exus Mirins .
A palavra Exu em Yorubá significa "Esfera", pois é o Orixá do movimento, da comunicação, da ação mas também é o Orixá da paciência, da disciplina  da matéria ,
Por ser um Orixá muito próximo á matéria as oferendas devem sempre ser direcionada aos Exus, antes de oferecer aos outros Orixás, aos  nossos queridos guardiões da comunicação entre Orun e o Aiye. Tambem conhecidos como Elgbara, Elegua, Igbarabô, Bará, entre outros nomes de raiz os Exus são irreverentes alguns dizem ate que somente bebem e dão risada, mas nós sabemos o quanto nossos queridos protetores nos cuidam , bem como nos fortalecendo para encararmos nossos desafios do dia a dia.

Dia: Segunda-feira
Cores: Preto (ou, a fusão das cores primárias) e vermelho.
Símbolos: Ogó de forma fálica, falo erecto.
Elementos: Terra e fogo.
Domínios: , magia, união, poder, e transformação

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

  • Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica
    da Deusa. Embora seja comum a associação entre rios e deuses femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão de todos os rios. Seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantes lodosas são destinadas a Nanã Buruku e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde recebe suas oferendas e rituais votivos.
  •  Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, assim como Yemanjá e Oxalá. É a ela que as mulheres que querem engravidar se dirigem. Certa confusão pode se fazer visto que tanto Yemanjá quanto Oxum detém de certa forma o poder da maternidade, mas certa diferença existe e para isso se faz necessária certa explicação.
  •  Os orixás representam, estilizadamente, as relações estabelecidas entre os próprios seres humanos. São uma espécie de codificação dos valores morais, dos códigos de comportamento, das relações aprovadas e sancionadas pela comunidade, contendo em seus mitos o código dos padrões a serem assumidos, das funções sociais a serem desempenhadas pelos homens, a saber:  Ogum – guerreiro e especialista no desenvolvimento da tecnologia, a partir do domínio da metalurgia; Oxóssi – a caça e por extensão a alimentação; Ossaim – a liturgia, a presença constante em todos os rituais da aldeia; Xangô – o exercício da justiça e do poder institucionalizado, etc. Dentro desta perspectiva , Yemanjá e Oxum dividem a maternidade. Só que em faixas etárias diferentes. Neste novo contexto, temos Ogum, Oxóssi e Exu como  representantes do jovem adulto, guerreiro, intempestivo (e bem humorado, com exceção de Oxóssi), que se relaciona de forma um pouco brutal com  as mulheres. Já em Xangô o homem adulto e maduro, cujo temperamento forte já foi um pouco aplacado pelo senso de justiça.Finalmente temos Oxalá, a figura do patriarca ancestral e venerando, do velho que já viu tudo, que se baseia no enorme conhecimento empírico da História e do comportamento humano. Para Oxum, então, ficou reservado o posto da Jovem Mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo que é cheia de paixão e busca objetividade e prazer. Oxum também tem como um dos seus domínios a atividade sexual e a sensualidade em si. Além disso é ambiciosa, sua cor é o Amarelo-ouro. Popularmente se associa Oxum ao ouro por ser o metal mais caro que se conhece, mas na África seu metal é o cobre, que era o metal mais popular daquela região. Oxum, portanto gosta do dinheiro e do luxo, mas não como formas de mesquinhez, geralmente se adapta a ela o ditado: “Ganho o dinheiro, mais o dinheiro não me ganha!”. Certas pesquisas trazem o amarelo no sentido da fecundidade e não da riqueza, já que amarelo é a cor da gema do ovo (que está presente em quase todas as comidas desta Orixá). Oxum é a alegria do sangue das mulheres fecundas. Até mesmo Oxalá teve que se curvar a seu poder. Conta uma lenda que existia uma Sacerdotisa, de nome OmoOsun (filha de Oxum), que era encarregada de cuidar dos paramentos de Oxalá. Havia muitas mulheres com inveja dela que, para criar caso, jogaram a Coroa de Oxalá no rioa. OmoOsun conseguiu encontrá-la na barriga de um peixe. Suas rivais fizeram um grande feitiço e no meio da festa na hora em que deveria levantar-se para saudar Oxalá, ela não conseguiu. Seu corpo aderira ao assento. A sacerdotisa fez tanta força que acabou se levantando, mas parte de seu corpo ficou na cadeira. O sangue jorrou, manchando os paramentos de Oxalá. O vermelho é um dos tabus ou quizilas do Grande Deus da Cor Branca, que se mostrou extremamente irritado, e OmoOsun, envergonhada fugiu. Todos os orixás fecharam-lhe as portas. Somente Oxum a acolheu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio, pássaro de Oxum chamado Odidé. Os orixás sabendo da narrativa, foram até a Deusa das Águas Doces. O último foi Oxalá, que em sinal de respeito e submissão ao poder feminino, prostrou-se aos seus pés. Colocou na testa dela uma pema vernelha e declarou que as iaôs que não usarem ecodilé (penas de papagaio) não serão reconhecidas iaôs. Por isso que as noviças no fim da iniciação, usam uma pena vermelha. Existem vários tipos de Oxum, e dizem que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre as várias existem três que são marcadas como guerreiras (Apará, a mais violenta, IêIê Kerê, que usa o Ofá de Oxóssi e caça ao lado dele nas matas e IêIê Apondá, que usa uma espada), mas em geral são são pacíficas não gostando de lutas e guerras, como Obotó, Abalô e Bauila, a menina dos olhos do velho Oxalufã. Sendo a mais bela das Orixás, é considerada a Deusa da beleza, e também a deusa das artes e de tudo onde a estética seja importante. Tudo o que é feminino é atribuído a Oxum: a denguice, o disfarçar de uma inteligência viva numa aparente visão sonsa e despreocupada do mundo, e também a magia. A ela são atribuídos poderes de feiticeira, de facilidade de comunicação entre ela e os que possuem esse tipo de poder. Nos assentamentos de Oxum, além das quartinhas, pratos, vasilhas com água , que são comum a todos os orixás, costuma haver flores, perfumes e até bonecas. É sem dúvida a figura do Panteão Africano que menos é dada a explosões temperamentais. Costuma usar a força dos outros orixá contra eles mesmos. Por mais que Iansã seja a companheira que luta ao lado do companheiro, não há dúvidas de que Oxum é a preferida. Ela é o repuso do Guerreiro, habilidosa nas artes eróticas. Sua dança sensual, as vezes representa a descida perto da fonte, o banho, o prazer de ser bonita e desejada. Oxum é aquela que sempre esconde o jogo, o rio cujos movimentos só podem ser conhecidos se nele mergulharmos.
  



  • Dia da semana: sábado
  • Cores: amarelo-ouro
  • Número: 5
  • Símbolo: Abebê (espelho)
  • Comida (adimu): Ipetê (feijão fradinho com camarão) Saudação: Ora ieieu, Oxum!
  • Folhas (ewe): oriri, colônia, folha régia.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Oke Arô Salve Odé Salve Oxossi Grande Caçador .

Okê Okê Okê Oxossi.
Salve nosso Pai Osossi, Salve São Sebastião.
Salve os Caboclos Oke Caboclo
Salve o povo da mata.
Salve as Caboclas, Jurema. Iara,Juçara, Jupira e Jandira.
Hoje vamos contar a vocês uma das lendas sobre esse nosso estimado caçador, que nunca se cansa e que sempre nos traz a prosperidade da caça e do conhecimento sobre a floresta e as suas artes.

SEGUE O ITAM :

Era o grande dia das proibições (o dia do ewó/ não pode) ou era dia de euó.

Oxóssi (Odé / caçador)  ia à mata todo dia para a caçar, Mas tinha um dia em que tudo era tabu;naquele dia não podia ir caçar.
Mas Oxóssi só pensava em si e contrariou as determinações de Olodumaré

Penetrou na floresta e pôs-se a lançar flechas indiscriminadamente e de repente, surgiu, diante dele uma fera, uma visão bestial, que Oshosi desejou ardentemente abater e antes que Oxóssi lançasse sua flecha, a besta transformou-se em Odudua

Osoosi  entendeu o sentido dos tabus daquele dia e o  caçador aterrorizado gritou petrificado, o arco esticado como se fosse atirar.

Ali ficou Oxóssi, o arco retesado, o gesto de ataque parado no ar, Ali ficou para sempre seu OFÁ, seu arco e flecha.
Saudação completa a Oxossi
Oxóssi 
Awo odé ìjà pìtìpà. 
Omo ìyá ogum oníré. 
Oxóssi gbà mí o. 
Orixá a dínà má yà. 
Ode tí nje orí eran. 
Eléwà òsòòsò. 
Orixá tí ngbélé imò, 
gbé ilé ewé. 
A bi àwò lóló. 
Oxóssi kì nwo igbó, 
Kí igbo má mì tìtì. 
Ofà ni mógàfí ìbon. 
O ta ofà sí iná 
Iná kú pirá. 
O tá ofà sí Oòrùn, 
Oòrùn rè wèsè. 
Ogbàgbà tí ngba omo rè. 
Oní màrìwò pákó. 
ODE BÀBÁ Ò, 
O DÉ OJÚ OGUN, 
O FI OFÀ KAN SOSO PA IGBA ÈNÌYÀN. 
ODÉ NÍ IGBÓ, 
O FI OFÀ KAN SOSO PA IGBA ERANKO. 
AWO ERAN PA SÍ OJÚBO ÒGÚN LÁKAYÉ. 
MÁ WO MÍ PA O ! 
MÁ SÌ FI OFÀ OWO RE DÁ MI LÓRÓ. 
ODE Ò, ODE Ò, ODE Ò ! 
ÒSÓÒSÌ NI NBÁ ÒDE INÚ IGBO JÀ, 
WÍPÉ KÍ Ó DE IGBÓ RE. 
ÒBÁ AJÉ JÀ, 
O SÉGUN. 
ÒSÓÒSÌ O ! 
ÒSÓÒSÌ OLORÓ TI NBÁ OBA SÉGUN 
ÒBÁ AJÉ JÀ, 
O SÉGUN. 
ÒSÓÒSÌ O! 
MÁ BÀ MI JÀ O . 
OGUN NI O BÁ MI SE O . 
BÍ O BÁ NBÒ LÁTI OKO, KÓ O RE ÌRÉRÉ ÌDÍ RÈ. 
MÁ GBÀBÉ MI O, 
ODE Ò, BÀBÁ OMO KÍ NGBÀBÉ OMO. 
ÀSE, ÀSE, ÀSE. 
  

TRADUZINDO FICA ASSIM 
Oxóssi senhor da caça e guerreiro lutador 
Oxóssi me proteja ! 
Orixá que quando bloqueia o caminho não o desimpede. 
Senhor da caça e guerreiro lutador. 
Caçador que come a cabeça dos animais. 
Caçador que come ewà òsòòsò. 
Caçador que vive tanto em casa de barro como em casa de folhas 
Que possui a pele fresca. 
Oxóssi não entra na mata, 
Sem que ela se agite. 
Ofá a arma poderosa que usa em lugar de espingarda. 
Ele atirou sua flecha contra o fogo, 
E o fogo se apagou imediatamente 
Ele atirou sua flecha contra o sol 
E o sol se pôs. 
Ó senhor que salva seus filhos ! 
Ó senhor do mòrìwò pákó ! 
Meu pai caçador , 
Chegou na guerra, 
Onde matou duzentas pessoas com uma só flecha. 
Chegou dentro da mata, onde com uma só flecha matou duzentos animais. 
Arrasta o animal vivo até morrer e entrega no altar de Ogum, 
Não me arraste até a morte ! 
Não lance sofrimentos em minha vida com seu Ofá ! 
Você é caçador, caçador, caçador ! 
Dentro da mata é Oxóssi quem ajuda o caçador 
Para que ele possa caçar direito. 
Rei que lutou contra a feiticeira, 
E a venceu.Ó Oxóssi ! 
Oxóssi poderoso que vence a guerra para o Rei. 
Rei que lutou contra a feiticeira, 
E a venceu. 
Ó Oxóssi! 
Não lute (brigue) comigo, 
Mas vença as guerras para mim. 
Quando voltar da mata e chegar na fazenda, 
e ao colhe-los, 
tire seus talos, 
não se esqueça de mim, 
Ó caçador, 
um pai não se esquece de seu filho, 
Assim seja.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=28&v=bae_pyUQ1Fs

Nossas mais humildes reverências.
Humildemente deste servo Nea Varinawá